Entre as competências e habilidades elencadas nos Pârametros Curriculares Nacionais (2000, p.12) para a área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, destaca-se a de “aplicar as tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para sua vida.” Nesse sentido, a utilização de tecnologias midiáticas no contexto escolar possibilita novas formas de aprender e produzir conhecimento, contribuindo para a construção da aprendizagem de forma significativa, visto que desperta no aluno o interesse, a motivação e o prazer em aprender.
Partindo do meu contexto de atuação, senti-me motivada a criar este espaço de discussão sobre as contribuições do uso da tecnologia no ensino de Língua Portuguesa, principalmente em relação à prática da leitura e produção textual.
Uma das queixas mais frequentes dos professores é o desinteresse dos alunos pela leitura e produção de textos escritos, o que gera dificuldades na realização de atividades escolares em todas as disciplinas, visto que o conteúdo ensinado pela escola está diretamente ligado à leitura, dependendo dela para ser desenvolvido. Diante desse contexto, a utilização de mídias seria oportuna para motivar os alunos, possibilitando o crescimento intelectual e desenvolvimento da linguagem, permitindo maior entrosamento no meio letrado da leitura e da escrita.
A abordagem e produção de mídias como blogs, revistas e jornais facilitaria a construção do conhecimento do educando e, ao mesmo tempo, possibilitaria mudanças no ambiente de aprendizagem, oportunizando a interdisciplinaridade. No entanto, o professor precisa considerar as dinâmicas sociais do contexto em que atua e as possibilidades de sua mediação pedagógica. Também, não é o uso desordenado de tecnologias que será bem aproveitado, pois o que importa é saber usá-las e não apenas usá-las.
E assim, a partir da observação desses aspectos, a implementação de trabalhos pedagógicos integrando mídias poderia promover mudanças no ensino de Língua Portuguesa, contribuindo para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem e sucesso no contexto escolar.
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O uso de recursos da informática nas aulas de Língua Portuguesa
O texto - aquela composição escrita ou falada, que nasceu juntamente com a invenção da linguagem - segue sendo o mesmo. Nossa relação com ele, não. Em suas pesquisas, o historiador da leitura Roger Chartier afirma que o suporte material (papel, áudio, vídeo ou formato digital) exerce influência na relação que estabelecemos com o texto. Nesse sentido, blogs, fotologs e podcasts são novos gêneros, com características próprias. É possível, por exemplo, relacionar links para que o leitor tenha a liberdade de seguir diferentes caminhos - é o chamado hipertexto. Cada vez mais, a turma vai precisar conhecer esses aspectos. A boa notícia é que trabalhos recentes como o do professor Jorge Luiz Marques de Moraes, um dos ganhadores do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10 em 2008 (leia a reportagem na página 64), mostram que dá, sim, para conjugar o aprendizado de novos gêneros (no caso dele, o podcast) com conteúdos tradicionais (a comunicação oral).
Além de gerar novas demandas, as ferramentas digitais modificam procedimentos consagrados na disciplina. O exemplo mais significativo diz respeito à edição e revisão de textos. Em processadores como o Word, a verificação ortográfica é muito facilitada. "O professor pode deixar o corretor ortográfico ligado para que os estudantes tentem resolver, com autonomia, alguns dos erros - o que não o isenta de seguir ensinando ortografia", aponta Cláudio Bazzoni, assessor da prefeitura de São Paulo e selecionador do Prêmio. Em termos de organização textual, a vantagem é poder mudar de lugar, ampliar, cortar e eliminar frases e parágrafos, experimentando novas soluções para a composição sem precisar escrever tudo de novo a cada nova versão.
A informática também pode ajudar no trabalho com gêneros textuais. Na Escola da Vila, na capital paulista, a professora Andressa Mille Fernandes propôs à turma do 4º ano a construção de um informativo sobre o ciclo da água, um conteúdo que já havia sido tratado nas aulas de Ciências. Depois de planejar o texto, decidir o destinatário, selecionar as informações e escrever, as crianças foram para o computador fazer títulos e quadros e escolher fontes e cores. Assim, tanto a forma como o conteúdo da produção se aproximaram ainda mais dos exemplos de jornais, aprofundando a caracterização do gênero estudado.
Extraído do site: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/uso-recursos-informatica-aulas-lingua-portuguesa-475997.shtml
Além de gerar novas demandas, as ferramentas digitais modificam procedimentos consagrados na disciplina. O exemplo mais significativo diz respeito à edição e revisão de textos. Em processadores como o Word, a verificação ortográfica é muito facilitada. "O professor pode deixar o corretor ortográfico ligado para que os estudantes tentem resolver, com autonomia, alguns dos erros - o que não o isenta de seguir ensinando ortografia", aponta Cláudio Bazzoni, assessor da prefeitura de São Paulo e selecionador do Prêmio. Em termos de organização textual, a vantagem é poder mudar de lugar, ampliar, cortar e eliminar frases e parágrafos, experimentando novas soluções para a composição sem precisar escrever tudo de novo a cada nova versão.
A informática também pode ajudar no trabalho com gêneros textuais. Na Escola da Vila, na capital paulista, a professora Andressa Mille Fernandes propôs à turma do 4º ano a construção de um informativo sobre o ciclo da água, um conteúdo que já havia sido tratado nas aulas de Ciências. Depois de planejar o texto, decidir o destinatário, selecionar as informações e escrever, as crianças foram para o computador fazer títulos e quadros e escolher fontes e cores. Assim, tanto a forma como o conteúdo da produção se aproximaram ainda mais dos exemplos de jornais, aprofundando a caracterização do gênero estudado.
Extraído do site: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/uso-recursos-informatica-aulas-lingua-portuguesa-475997.shtml
Além da alfabetização “tradicional” oferecida nas escolas, o ser humano, precisa também, da chamada “alfabetização digital ou tecnológica”. Esta capacidade se forja não só através do conhecimento das tecnologias existentes, mas também, através do contato com elas e da análise crítica de sua utilização e de suas linguagens. A inclusão digital é necessária à medida que possibilita o acesso à informação, ao conhecimento e às novas oportunidades impostas pela sociedade. Não parece ser mais concebível viver com meios de comunicações convencionais. Dos cidadãos espera-se que estejam preparados para utilizar os avanços tecnológicos. Já não basta ter um diploma, é necessário ter o conhecimento, e a tecnologia, em especial, o computador, quando bem utilizado, pode ser instrumento para mediação entre a informação e o conhecimento.
ResponderExcluirAdriana, muito boa a sua proposta de através desse Blog propor a integração curricular das tecnologias educativas no ensino da Língua Portuguesa, primando pelo desenvolvimento da leitura e da escrita. Parabéns e conte conosco! Vera Lúcia.
ResponderExcluirOi Adriana, bem legal seu texto. Realmente as mídias são inegavelmente ferramentas disparadora na motivação de leitura do homem, independente da idade ou escolaridade. N a escola esse recurso só tem a CONTRIBUIIR nessa dinamica ensino-aprendizagem. A geração que trabalhamos é issencialmente nato do contexto visual tecnológico e imediato, sendo assim as mídias atende essa situação e produz o tao desejado in.sight necessário para o feedback às aulas que pretendemos vivenciar nas nossas escolas.
ResponderExcluirParabéns e sucesso no seu TCC,
Vanusa
Olá Adriana,
ResponderExcluirVocê está de parabéns, seu blog já é um sucesso!!
O conteúdo foi descrito de forma clara e está muito bem organizado.
O visual está "clean" e muito convidativo!
As sugestões de sites estão muito boas, mantendo relação com o tema.
Tenho certeza que a sua monografia será de grande valia para a educação e de grande crescimento pessoal para você.
Abraços,
Marcos Lage